Soneto do SustentoEu nunca me importei com uns trocadosAté que eu precisei ser sustentadoMinha superação depende dissoDo meu chefe aceitar meu compromisso.Na arte de falecer desempregado,Mais que graduação, tenho mestrado,Procurando o melhor, eu sempre enguiço,Enquanto eu não fugir, serei submisso.Com o dia a ocupar, só sobra a noite,Já não há recompensa senão o açoite,Nesta triste emoção, ergo meu lábaro,Impossível voar como se pássaro,No sistema eu sou muito pequeno,Morto nesse Brasil de desgoverno.
16/11/2021
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