83 anos vivos
No espelho do ser, a alma queer se reflete,
Desconstruindo fronteiras, o autorretrato desfaz,
Em cada olhar, um mundo imperfeito se projeta,
Infinitas combinações, a identidade se refaz.
Na dança das cores, do gênero e da textura,
O rosto se torna tela, um quadro em mutação,
Queer é a arte, a expressão, a escultura,
Reconfigurando a imagem, sem medo ou restrição.
Os traços quebram, se reinventam, se permitem,
Na descontração da própria pele, um manifesto,
A desconstrução da norma, um ato que subverte,
A liberdade de ser, o verdadeiro protesto.
Assim, no palco da vida, a persona queer dança,
Cada fragmento é poesia, é uma revolução,
A auto-imagem se desmonta, se recria, se lança,
Na busca incessante de sua própria canção.
Que a queeridade celebre a diversidade,
Nas infinitas combinações que a vida nos traz,
Na descontração da auto-imagem, na liberdade,
Encontramos a beleza das múltiplas faces que somos capazes de (re) fazer e refletir em nosso ser.
11 de agosto de 2023




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